Se você simplesmente não consegue se exercitar no inverno, esta notícia vai deixar você feliz da vida

As temperaturas mais baixas realmente cortam uma parte (ou uma grande parte!) da disposição de muitas pessoas, que acabam se sentindo muito indispostas para praticar qualquer tipo de atividade física.

O problema é que, com isso, deixamos de queimar as calorias extras que ingerimos junto com as xícaras de chocolate quente, os pães de queijo recém-saídos do forno e as taças de vinho que ajudam a aquecer as noites mais geladas.

E aí, você sabe o que acontece: quando comemos um pouco a mais e não praticamos exercícios, essas calorias extras acabam se transformando em quilos acumulados.

Se você sofre com essa indisposição para fazer atividades físicas e se sente como um urso hibernante, esta notícia vai te deixar muito feliz: aparentemente, tomar um banho bem quentinho pode queimar tantas calorias quanto fazer uma caminhada!

Bicicleta, caminhada e banhos quentes

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Sabe quando você enfrenta um dia estressante no trabalho, passa o maior frio até chegar em casa e sente seus músculos rígidos pela tensão e pela temperatura baixa? Nada melhor do que um banho para relaxar nesses casos, não é mesmo?

Então, a novidade é que, de acordo com o Dr. Steve Faulkner, pesquisador da Universidade de Loughborough, na Inglaterra, tomar um banho quente pode ser tão eficiente quanto praticar exercícios quando se trata de benefícios para a saúde.

A pesquisa do Dr. Faulkner observou um grupo de 14 homens que participaram de dois testes: o primeiro era andar de bicicleta por uma hora, e o segundo era tomar um banho de banheira a 40 ºC pelo mesmo período de tempo – as duas atividades foram programadas para fazer com que a temperatura corporal dos participantes aumentasse em 1 ºC.

Conforme o esperado, andar de bicicleta realmente queimou mais calorias do que tomar um banho quente, mas a boa notícia para os “ursos hibernantes” que não são muito chegados em exercícios ainda estava por vir.

Urso hibernante porém fitness

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A descoberta surpreendente veio quando os pesquisadores perceberam que, ao elevar em 1 ºC a temperatura corporal dos participantes do estudo que estavam tomando banho de banheira, eles queimavam a mesma quantidade de calorias que ao fazer 30 minutos de caminhada – cerca de 140 calorias.

O nível de açúcar no sangue dos participantes permaneceu praticamente equivalente nas três atividades; contudo, depois do banho quente, as pessoas apresentaram picos glicêmicos pós-refeição 10% menores do que depois de praticar exercícios. Essa é uma informação interessante para as pesquisas sobre obesidade, pois o pico glicêmico é um dos grandes responsáveis pelo acúmulo de gordura, principalmente na região abdominal.

Além disso, o banho quente também desencadeou uma resposta anti-inflamatória semelhante àquela provocada pelos exercícios. Isso sugere que o aquecimento passivo continuado pode ajudar a reduzir a inflamação crônica, que geralmente está presente em doenças como o diabetes tipo 2.

Aquecimento passivo: um novo objeto de estudo

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A elevação da temperatura corporal dos participantes ao tomar um longo banho quente é chamada de aquecimento passivo – em oposição à elevação da temperatura que acontece quando praticamos atividades físicas. Recentemente, a ciência tem estudado como esse efeito pode trazer benefícios à nossa saúde.

Um estudo realizado na Finlândia e publicado em 2015 sugere que o hábito de frequentar saunas pode reduzir o risco de um ataque cardíaco ou um derrame – pelo menos nos homens. Essa ideia de que o aquecimento passivo pode contribuir com a saúde do coração foi reforçada por uma pesquisa da Universidade do Oregon, publicada em 2016, que mostra que tomar banhos quentes pode reduzir a pressão arterial.

Os efeitos metabólicos do banho de imersão em temperaturas elevadas foram estudados pela primeira vez em 1999, no McKnee Medical Center do Colorado, nos EUA. Os resultados dessa pesquisa mostraram melhorias no controle da glicemia, na perda de peso e na redução da dependência de insulina em pacientes com diabetes do tipo 2.

Segundo o Dr. Faulkner, foram realizados poucos estudos sobre os benefícios do aquecimento passivo para a saúde humana. Assim, um dos objetivos da sua pesquisa era justamente reanimar o interesse por esse assunto. Por enquanto, a pesquisa do Dr. Faulkner demonstrou resultados apenas em homens, mas, quem sabe, as mulheres também não recebem uma boa notícia, não é mesmo?