Traição é sempre um tema muito delicado, mas importantíssimo de ser discutido. Você, já foi traída? O que fazer diante de uma situação dessa nem sempre é uma decisão simples, por isso, o DaquiDali pediu à psicóloga e sexóloga Ana Canosa que desse algumas orientações para te ajudar a por a mente e o coração no lugar.

Avalie a situação

Ana sugere que, sozinha, você levante alguns questionamentos: “o que de fato está sentindo? É ciúme? Sentimento de posse? Sensação de estar sendo rejeitada? O segundo ponto é avaliar como seu relacionamento estava, e inevitavelmente isso vai te levar a pensar em quais as possíveis razões para a traição do parceiro. Agora, tenha em mente que, quanto mais se especula, mais fantasia se cria e menos saudável é para você e para a resolução da situação”.

Ao dividir a situação, procure alguém imparcial, não familiares, pois eles podem tomar sua dor e odiar o outro. Mas e se vocês voltarem?

Não saia falando para família

Não é segredo que família é tudo, são eles que estendem a mão quando mais se precisa. Por isso é natural que você vá direto contar para os que mais confia. “O problema é que o fato deles estarem emocionalmente envolvidos com você pode fazer com que passem a desenvolver uma raiva do traidor. E se vocês voltarem, como fica? Sendo assim, se precisar conversar, escolha alguém que seja neutro, que te ajude a colocar as ideias no lugar, que seja maduro, imparcial e coerente“, recomenda.

Você vai conversar com ele sobre isso ou não?

Há muitas mulheres que preferem não falar com o parceiro. Entretanto, se sua decisão é sentar e conversar com ele, só faça isso depois que os ânimos estiverem mais calmos, controlados,  depois de já ter pensado sobre o assunto. Nessa conversa, tente entender as motivações da traição, porque podem ser de naturezas bem diferentes das quais estava especulando, como puramente sexual, uma grande paixão que o outro não escolheu ter, apenas uma reprodução machista de que o homem pode, um jogo que foi além, uma curiosidade, etc.”.

Como são muitas dúvidas, pedir ajuda profissional pode ser uma saída saudável para resolver o problema.

Não queira resolver da noite pro dia

Ninguém quer ficar “curtindo” a dor, fato, mas, a psicóloga alerta que “tentar resolver rápido pode ser uma decisão tomada pela emoção e com atitudes impensadas. Perdoar ou não pode levar um certo tempo, então é importante segurar um pouco, ah não ser que seja “a gota d’água” mesmo. Claro que, juntos, podem querer colocar uma pedra nisso e seguir adiante, mas em todo caso, a ajuda de um profissional pode ser de grande valia nesse processo”.

A grande desculpa: “foi só uma vez, é você que eu amo”

Essa justificativa é muito comum, e de acordo com a sexóloga, “sim, ela pode ser verdadeira. Por isso é fundamental o diálogo aqui. ‘Ana, devo acreditar nele?’. É importante ressaltar que não dá para certeza sobre o sentimento do outro, tudo depende de como ele está de fato comprometido com a relação, se você percebe que ele vê o sofrimento que está te causando e se sente que deve dar mais esse voto de confiança”.