Quando ambos pensam muito diferente ou gastam demais são algumas das dificuldades

Você e seu parceiro JÁ BRIGARAM POR DINHEIRO? Em um casamento, esse tipo de responsabilidade é inevitavelmente partilhada pelos dois, mas quais as brechas para que surjam possíveis problemas? Conheça três situações muito comuns que fazem um casal se desentender por questões financeiras e descubra se já passou (ou está prestes a passar por alguma delas).

TER VISÕES DE MUNDO DIFERENTES

A relação que cada um tem com o dinheiro é muito particular. UNS ACHAM QUE ELE FOI FEITO PARA GASTAR, OUTROS PARA POUPAR, e outros acreditam que devem segurar mas gastam mesmo assim. “Um acha que não é preciso guardar dinheiro porque a vida é curta e pode morrer amanhã e o outro pensa já em se resguardar para aposentadoria. Respeitando o limite do bom senso, não há certo ou errado, apenas visões diferentes. O ideal é perceber isso no começo, ainda no namoro, porque pode pesar mais na frente, já no casamento. É DIFÍCIL CONVIVER COM ALGUÉM QUE PENSA TOTALMENTE DIFERENTE DE VOCÊ, principalmente quando o quesito é dinheiro e mais agravante ainda se um depende do outro”, explica Fabio Henrique, psicólogo e consultor financeiro da Ponto de Equilíbrio Consultoria Financeira.

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EM MUITOS CASOS, AQUELE QUE GANHA MENOS E AINDA FICA COM MAIS RESPONSABILIDADES DO LAR, SE SENTE DESCONFORTÁVEL COM A SITUAÇÃO.

QUANDO HÁ UMA RESSIGNIFICAÇÃO DE PAPEIS DENTRO DO LAR

A mulher conquistou seu lugar no mercado de trabalho e, por isso, muitas delas ganham mais que seus companheiros ou até sustentam o lar. “Até aí tudo bem, ambos são capazes, MAS PARA ALGUNS HOMENS, ISSO GERA UM DESCONTENTAMENTO, principalmente quando acontece ‘no meio do caminho’: ele provia, e de repente perdeu o emprego e ela passa a exercer esse papel, ou vice-versa. NORMALMENTE, O PODER ESTÁ ATRELADO AO DINHEIRO E ISSO PODE GERAR BRIGA (e até término do casamento) pela falta de hábito e preparação para mudanças do que está em desvantagem financeira. Por isso é importante ter muito diálogo e uma ótima cabeça de ambas as partes para lidar com essa ressignificação”, diz Fábio.

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QUANDO AMBOS SÃO GASTADORES, BRIGAM MUITO TENTANDO COLOCAR A CULPA DOS PROBLEMAS UM NO OUTRO.

SE OS DOIS SÃO MUITO COMPULSIVOS

Isso se dá quando ambos gastam além da conta, não possuem orçamento, consomem demais, ou seja, gastam tudo o que tem. “Isso gera muita discussão, porque ESSE CASAL PASSA POR MUITA DIFICULDADE FINANCEIRA, E UM CULPA O OUTRO. O limite do cartão estoura, as cobranças chegam, eles ficam sem poder de compra e vem aquela disputa de ‘foi você’, ‘tem que gastar menos’, ‘você também gasta’, etc. Quando há um que freia, é possível trabalhar um controle, mas quando não, O QUADRO PODE SE AGRAVAR COM OFENSAS QUE ATINGEM ASPECTOS DA VIDA PESSOAL (‘quando eu te conheci não era assim’, ‘a mulher do fulano gasta menos’, ‘o fulano ganha mais’, etc.). Tudo isso desgasta e pode levar até ao fim da relação, sendo assim, equilíbrio emocional é fundamental”, ressalta o profissional.

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CASAL UNIDO, FICA PRÓSPERO JUNTOS. CONVERSEM SEMPRE, ALINHEM OS PENSAMENTOS E METAS E RESPEITEM AS DIFERENÇAS UM DO OUTRO.

UM PANORAMA GERAL

O consultor financeiro deixa claro que uma relação a dois dessa natureza é complexa. “Por isso, ESTEJA ABERTA ACEITAR O OUTRO COMO ELE ATÉ ONDE VOCÊ CONSEGUE (chegue a essa conclusão antes de casar, por favor). Para sanar as questões com dinheiro, se for necessário, não só apostem em uma ajuda profissional, como uma terapia de casal, OU UMA CONSULTORIA FINANCEIRA FAMILIAR, tudo para superar os perrengues. Com boa vontade, diálogo e desejo de construir uma vida prazerosa, VOCÊS CONSEGUEM PASSAR POR ISSO JUNTOS”.