De acordo com a ASSOCIAÇÃO DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO E POUPANÇA, a Abecip, os custos dos FINANCIAMENTOS DE IMÓVEIS DEVEM AUMENTAR a partir de 2016 e pelos próximos anos, em função da ATUAL RECESSÃO e da escassez de recursos baratos para as construtoras e potenciais mutuários.

Também, a SAÍDA LÍQUIDA em 2015 de 50 BILHÕES DE REAIS DA CADERNETA DE POUPANÇA, maior fonte de crédito desse tipo de mercado no Brasil, fez com que o volume de empréstimos destinados aos que querem comprar uma casa com tais recursos caísse 33%: as taxas básicas de juros subiram, e o tão popular fundo de rendimento perdeu rentabilidade frente aos investidores, dispostos a correrem mais riscos por ganhos mais elevados. Sendo assim, quanto MENOR A OFERTA DE DINHEIRO, MAIOR O PREÇO A SE PAGAR POR ELE.

Diante desse cenário, os BANCOS devem seguir mais rigorosos nessas concessões em 2016, exigindo uma ENTRADA MAIOR do solicitante.

Para exemplificar o estudo da entidade, quem tem uma renda familiar mensal de seis mil reais consegue, hoje em dia, obter crédito para comprar um imóvel de até 175 mil reais nos principais bancos. Em maio do ano passado, considerando a mesma variável, a família conseguiria obter até 185 mil reais – valor 5% maior.

Não é recomendável, contudo, utilizar toda a poupança para esse fim. Se o comprador tiver apenas o valor da entrada ou este for muito baixo, é preferível adiar os planos, já que o dinheiro guardado pode auxiliar em momentos inesperados, como a eventual perda do emprego – e, ao se  mencionar esse tópico, espera-se um AUMENTO DO DESEMPREGO no setor de construção civil.