Abrir um negócio é uma experiência trabalhosa, mas que pode ser muito prazerosa se você tomar todos os cuidados desde o começo. Um dos principais é em relação a ter um sócio: muita gente quer achando que vai ser bom para dividir os custos iniciais, mas existem muitas outras questões que é preciso estar ciente, já que a sociedade pode ser para sempre. Conheça quatro super importantes e tenha sempre em mente aquele ditado: “o combinado não sai caro”.

 

É preciso estar de acordo nas opiniões

Você e seu sócio precisam estar com os pensamentos alinhados em relação a tudo que diz respeito ao negócio, como “opiniões, produtos, clientes e qualidade a ser oferecida. Naturalmente, poderão discordar um do outro, mas isso não é um problema se chegarem a uma opinião final em que todas as partes estão de acordo”, diz Esmeralda Queiroz, consultora do Sebrae-SP.

Se você tem dificuldade em aceitar opiniões e gosta de tomar decisões sozinha, é melhor não ter um sócio.

As decisões serão compartilhadas

Com um sócio, vai ser preciso compartilhar decisões. “Para algumas pessoas, isso pode ser um problema, para outras, um benefício. Se ele te deu liberdade para decidir sozinha sobre questões de determinada natureza, tudo bem, caso contrário, ele precisa ser comunicado de tudo o que você estiver pensando em fazer”, lembra a profissional.

Tudo é dividido: lucros e dívidas

Assim como as decisões, os lucros e as dívidas também serão compartilhados. “Qual a expectativa de ganho de cada um vai ter? É importante ressaltar que o negócio precisa ter faturamento e lucratividade suficiente para todos, senão vocês dividirão mais dívidas que lucro”, explica Esmeralda.

Ela ainda enfatiza que “antes de formalizar a sociedade, combinem quanto tempo cada um vai se dedicar ao negócio. Acontece muito quando uma das partes tem outro emprego, por exemplo. Isso tem que ficar muito claro antes de tudo, e mais uma vez todos devem concordar, pois a diferença de dedicação ao tempo pode implicar em remunerações com valores não iguais entre os sócios”.

A remuneração entre os sócios deve ser justa: quem trabalha mais, ganha mais.

A consultora esclarece que há dois tipos de remuneração: “o dono da empresa pode ter um pró-labore (primeiro tipo), modalidade em que recebe pelo que trabalha. A sócia investiu 50% mas não trabalha, eles só se reúnem de vez em quando, então ela não tem pró-labore ou tem um bem pequeno referente ao tempo dedicado por ela. A outra forma de remuneração é o lucro. Chegou no fim do mês, faturou-se ‘X’. Desse total, ‘Y’ vai para despesas e restaram ‘Z’, que deve ser dividido na proporção da sociedade”.

Defina bem os papeis

Isso é tão importante para evitar conflitos. “Minha amiga vai ser minha sócia. Do que cada uma vai cuidar? Uma atende os clientes, cuida do marketing, e a outra fica com a parte administrativa e burocrática, por exemplo. É importante definir para que uma não atravesse e nem deixe atividades nas mãos da outra, e também não escutem frases do tipo ‘por que você não fez isso?’, ‘ah, achei que você ia fazer’, e etc.”, alerta a especialista.