Se colocar no lugar do outro e até buscar ajuda profissional podem ser soluções para não afundar a relação

Tudo em excesso faz mal, e com os sentimentos não é diferente: há quem coloque a relação em risco ao ser possessivo demais sem se dar conta. Desse modo.AMAR NÃO É CONTROLAR

Ninguém é objeto de posse, principalmente quando ela pode chegar a sufocar. “Se você ama, por que a necessidade de ter a pessoa? É importante refletir se na sua definição de amor há o impedimento da felicidade, espontaneidade e liberdade do outro. Então compare sua forma de agir com o que significa amar alguém e mude o que não for saudável para os dois, pois é um sofrimento constante inclusive para o possessivo”, alerta o psicólogo André Melo.

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CONVERSAR COM SEU PARCEIRO PARA EXPLICAR O QUE TE DEIXA INSEGURA E ESTAR ABERTA A ENTENDER CASO NÃO HAJA REAL MOTIVO PODE AJUDAR MUITO. FOTO: ANTONIOGUILLEM/ISTOCK

EXPONHA SEUS SENTIMENTOS

O diálogo é a base de qualquer relação saudável. Se você não fala o que sente, dificilmente o parceiro adivinhará. “Muitas vezes a falta dessa conversa impede que o casal se conheça melhor e dá margem para discussões e desentendimentos. Pode ser que sua autoestima esteja baixa e, consequentemente o medo da perda pode aumentar. Se você se vê como uma pessoa possessiva, pode expor o que sente, seus medos, gostos, desejos e permitir-se ouvir também. É preciso existir uma troca, se um dos dois detém poder sobre o outro possivelmente é um relacionamento doente e infeliz”, diz André.

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PROBLEMAS COMO ESSE PODEM TER UM FUNDO EMOCIONAL FORTE E BUSCAR AJUDA PARA RESOLVÊ-LOS PODE SER IMPRESCINDÍVEL. FOTO: SHIRONOSOV/ISTOCK

BUSQUE PELA RAIZ DO PROBLEMA

O foco aqui é em autoconhecimento. Segundo o especialista, “questões da sua história, principalmente da infância, podem influenciar atitudes na sua vida hoje, porém muitas vezes não nos lembramos ou não relacionamos determinados fatos passados a situações atuais. Como era o relacionamento de seus pais? Qual modelo de casal é presente em sua mente? Buscar ajuda profissional e passar por um processo terapêutico com um psicólogo e leituras que promovem o autoconhecimento e reflexão podem auxiliar para muitas descobertas e mudanças positivas!”.

COLOQUE-SE NO LUGAR DO OUTRO

Isso funciona. É só pensar como você se sentiria se ele fosse o possessivo. Gostaria de ser interrogada, vigiada, cobrada o tempo todo? “E se fosse o contrário? Você já se sentiu controlada por alguém? Praticar a empatia pode trazer à tona a dimensão de suas atitudes, colocando em evidência inclusive o quanto seu relacionamento está saudável ou não, a partir de sua própria visão. De forma simples, se amamos alguém agimos como gostaríamos que agissem conosco”, afirma o psicólogo.