Amor e Sexo

Além do romance: as maiores queixas da vida a dois e como solucioná-las

De acordo com terapeuta, as questões da influência e criação familiares são das que mais pesam nesse sentido

É certo que CADA CASAL TEM SUAS PARTICULARIDADES; contudo, todos acabam sendo semelhantes em diversos aspectos – principalmente nas QUEIXAS E BRIGAS! “Algumas áreas são normalmente sensíveis ao estresse”, conta Márcia Modesto, psicóloga carioca especialista em terapia de casais e famílias.

HISTÓRICO FAMILIAR

Independente da idade ou  fase do relacionamento, a que costuma ser “CAMPEÃ DE RECLAMAÇÕES” é a que ENVOLVE O BACKGROUND FAMILIAR. “Muitos chegam para mim e dizem: ‘ah, mas lá em casa a gente fazia assim ou assado!’ Eu respondo que não é a família A ou a B: os dois precisam formar a família C, com os próprios padrões, regras, hábitos”. A expert afirma que a INFLUÊNCIA DA CRIAÇÃO PESA DEMAIS, e os pares apresentam bastante dificuldade em lidar com determinadas situações. “No casamento, você escolhe alguém estranho para dividir sua intimidade. E cria outra baseada nas histórias individuais”.

DIVERGÊNCIAS NA CRIAÇÃO DOS FILHOS

Interferência familiar é dos principais problemas trazidos para o consultório dos terapeutas FOTO: thinkstock

INTERFERÊNCIA FAMILIAR É DOS PRINCIPAIS PROBLEMAS TRAZIDOS PARA O CONSULTÓRIO DOS TERAPEUTAS FOTO: THINKSTOCK

A educação dos filhos sofre pelo mesmo motivo. “No momento, eu estou atendendo quatro casais, lá pelos 30 anos, cuja problemática é a mesma: práticas que foram ensinadas, instrução que receberam”, revela. “Quando você está apaixonada, ainda que haja divergência cultural, social, geográfica, pensa: eu vou dar conta”. Claro que não é bem assim e, lá na frente, surgem as cobranças. “Tem uma PALAVRA FUNDAMENTAL NA UNIÃO QUE É A TOLERÂNCIA. É necessário haver NEGOCIAÇÃO DOS PAPÉIS, DAS FUNÇÕES, E O DIÁLOGO. Sem isso, acaba a relação”, reforça.

DESEJO DESEQUILIBRADO

A sexualidade, então, é das que logo caem diante de uma rotina que não vai bem. “O DESEJO FICA TOTALMENTE COMPROMETIDO”. Só que isso há de ser conversado, colocado em pratos limpos. “Quando você se casa, assina um acordo, que é explícito. Mas, por trás, estão os implícitos, dos quais ninguém fala e ambos têm expectativas”. Segundo ela, na maioria das ocorrências, existe um MEDO DE INICIAR UM ACOMPANHAMENTO TERAPÊUTICO, porque se acredita que signifique o fim do enlace. “E é o contrário: uma vez que a pessoa venha buscar, é porque quer melhorar alguma coisa; e já traz consigo o objetivo de resolver o obstáculo”.

DIVISÕES FINANCEIRAS

Para a profissional, é comum ver cônjuges que não conseguem estabelecer uma meta para a vida financeira. “Sem planejamento, dá confusão”. Ela sempre recomenda o seguinte: “QUEM GANHA MAIS, PROPORCIONALMENTE, PAGA MAIS NAS CONTAS”. Fora isso, é primordialTRAÇAR PROJETOS CONJUNTOS, a fim de fortalecer a afinidade e o companheirismo.

A parte das finanças é outra reclamação que surge bastante, já que os casais não conseguem se planejar nesse sentido FOTO: thinkstock

A PARTE DAS FINANÇAS É OUTRA RECLAMAÇÃO QUE SURGE BASTANTE, JÁ QUE OS CASAIS NÃO CONSEGUEM SE PLANEJAR NESSE SENTIDO FOTO: THINKSTOCK

AMIGOS PARA TODAS AS HORAS

Viver pendurado com os amigos figura na lista das objeções mais escutadas por Márcia. “Tem que ter um espaço só para si; SAIR APENAS O CASAL, ter uma atividade para si”, comenta. “Muitos USAM OS AMIGOS COMO FORMA DE ENCOBRIR OS CONFLITOS”. Assim, evitam oportunidades de encararem o que está sob a superfície.

TOQUE DO CELULAR

O CELULAR, atualmente, SE CONSTITUI QUASE COMO O TERCEIRO ELEMENTO DO CONVÍVIO AMOROSO. O uso excessivo, seja para as REDES SOCIAIS, chats de bate-papo, mensagens instantâneas etc. pode ser considerado uma forma de se esconder e se ausentar da realidade, especialmente a conjugal. “Eu vejo até quando vou a restaurantes: CASAIS SENTADOS UNS NA FRENTE DO OUTROS, CADA UM COM O SEU APARELHO. É imaturidade de quem usa. A tecnologia auxilia, mas bloqueia a comunicação – têm casos que desenvolvem mesmo com dificuldade de se falar, já que um acaba sempre isolado. O vínculo virou com o celular, e o cotidiano do marido e da mulher ficou de lado”.

ACERTANDO OS PONTOS

Se algo incomoda, NÃO BASTA APONTAR O DEDO. A psicóloga enfatiza que a atitude MOTIVA O DISTANCIAMENTO NA TROCA DE IDEIAS. “Frente à discórdia, é melhor se calar e AGUARDAR O INSTANTE CERTO PARA VOLTAR COM O ARGUMENTO. Quando se começa a subir a voz, você pode soltar algo que se arrependerá depois. Isso pode levar a relação para o buraco. Se você não tiver disposição, boa vontade, não quiser APRENDER A ABRIR MÃO, não dá para estar junto”.

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