Beleza

Beleza com propósito: conheça Patrícia Lima, fundadora da Simple Organic

Orgânica, vegana e sem crueldade animal, a marca é toda cool e está prestes a abrir a 1ª loja em SP. O MdeMulher conversou com a criadora.

De tempos em tempos, a vida providencia algo surpreendente para sacudir com o seu mundo, para você questionar se está no caminho certo e mudar o percurso, repensar a rota, encontrar *o* propósito. Para Patrícia Lima, fundadora da Simple Organic Beauty, esse momento aconteceu após o nascimento da primeira filha dela, a Maya, há cerca de cinco anos. Até então, ela nem pensava em enveredar pelos caminhos da beleza, era dona de uma editora com agência de publicidade e uma revista independente chamada “Catarina”, mas, praticamente de uma hora para outra, as coisas mudam.

“Quando tinha cinco ou seis meses, minha filha colocava muito a mão no meu rosto, aquela coisa de criança pequena. E, naquela época, eu passava muito corretivo por causa das olheiras e, não que eu fosse ‘natureba’ ao extremo, sempre fui a pessoa mais trash de todas, mas comecei a me preocupar dela colocar esses produtos com ingredientes químicos que eu aplicava no rosto na boca, imagina! A partir disso, procurei opções de maquiagens orgânicas e as disponíveis no mercado não me animaram muito”, conta Patrícia, por telefone.

Ao mesmo tempo, já era grande o pensamento de dar uma mudada na carreira, uma necessidade de desacelerar mesmo. Ela, sempre muito workaholic, agora era mãe e queria dar um outro exemplo para a filha: fazer algo que impactasse de forma mais positiva e sustentável as próximas gerações e, por mais clichê que isso possa parecer, construir um mundo melhor. Ela, então, identificou no mercado uma carência de produtos orgânicos com uma roupagem mais fashionista, menos “nichada” e para todos os públicos, fechou a agência e, após dois anos de pesquisas, nascia, em Florianópolis (SC), a Simple Organic.

Produtos Simple Organic

Linha de Manteiga Hidratante, da Simple Organic

Linha de Manteiga Hidratante, da Simple Organic (Simple Organic/Divulgação)

Com um conceito bem claro na cabeça, criou uma empresa baseada em consumo consciente, sem gênero e somente com ofertas orgânicas, feitas de matéria-prima de origem natural, sem ingredientes sintéticos, como parabenos e silicone, veganas (sem componentes de origem animal) e cruelty-free (sem testes em animais). Com embalagens minimalistas e com jeitão todo cool, os produtos não vêm em caixas, mas em saquinhos que acompanham bulas feitas em papel reciclado. As millennials piraram! “E por incrível que pareça o desenvolvimento dos produtos não é e não foi difícil, o complicado mesmo é como conscientizar o consumidor, mostrar o que é um produto orgânico e natural e todos os benefícios. É um cuidado estético, mas cuidando da saúde e sem fazer mal ao planeta “, explica.

Outro desafio, como ela conta, nem é vender o produto – eles são um sucesso! -, mas a produção. “Somos uma empresa jovem, mas a gente vende muito mais rápido do que produz. E o motivo é simples, quem começou a usar o batom natural, por exemplo, não vai mais querer usar o sintético. É um caminho sem volta”, diz. E quem vai abrir mão de produtos que quanto mais você usa mais eles tratam a pele? Dá até para dormir com alguns eles! #sonho

Patrícia Lima, fundadora da Simple Organic

Patrícia Lima, fundadora da Simple Organic

Patrícia Lima, fundadora da Simple Organic (João Paulo Santos/Divulgação)

Quebradora de Regras

Quase três anos após o nascimento oficial da Simple Organic e prestes a completar 40 anos, Patrícia afirma estar bastante realizada com o que concebeu. “Nossa prioridade sempre foi construir uma marca sólida, sustentável e que não fosse fazer mal ao planeta. Sabe, pessoas no processo de quimioterapia podem usar os nossos produtos… Isso para gente é muito mais relevante, isso é o importante. É aquele momento que você coloca a cabeça no travesseiro e pensa, fiz minha parte e ajudei outras pessoas, outras mulheres”.

Claro, no meio do caminho sempre vão ter algumas pedras, mas, como a,quebradora de regras que é, ela consegue enxergar soluções em vez de focar no lado negativo das coisas: “Por exemplo, a gente jamais vai conseguir fazer um batom com um tom de vermelho intenso por causa dos corantes e eu não penso duas vezes em abrir mão de um tom e não ter crueldade. Em vez disso, prefiro olhar para o mercado sintético e identificar o que eles estão fazendo e, de fato, poderemos trazer para nosso consumidor na versão saudável”. Gastar energia mesmo com o que importa. Ah, e outra coisa que importa? 85% do quadro de funcionários da Simple Organic é composto por mulheres! “Eu gosto muito de trabalhar com mulheres, elas são rápidas e isso foi uma coisa que aconteceu tão naturalmente…”, avalia.

Linha Green Water, da Simple Organic Linha Green Water, da Simple Organic

Linha Green Water, da Simple Organic (Simple Organic/Divulgação)

A prova de que trabalhar com propósito compensa são os próximos passos da empresa. Nativa digital, a marca começou a cerca de cinco meses a abrir franquias ao redor do Brasil: no curto período de tempo, foram 18 lojas inauguradas e, de acordo com Patrícia, a procura é continua grande, a preocupação dela é selecionar empresários alinhados com os princípios da Simple. “A nossa maior novidade, além de uma linha para cabelos [que deve ser lançada no segundo semestre], é que vamos abrir a nossa primeira loja em São Paulo. Eu ainda não posso revelar o lugar, mas vai ser um ponto de encontro, um lugar para discutir beleza”, conta. A gente não tem dúvida de que será outro êxito. E pensar que a vida dela era completamente diferente um tempo atrás!

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