Comportamento

Cuidado! Seu cérebro pode ficar viciado em criar mentiras, diz estudo

De pouquinho em pouquinho você fica cada vez mais propensa a contar inverdades

Não adianta, todo mundo mente por prazer ou necessidade em algum momento da vida. Já existe até o que chamam de “MENTIRINHA SOCIAL”, aquela que você diz para não magoar alguém ou sair de alguma situação constrangedora. O que você talvez não soubesse é que mentir PODE VIRAR UM VÍCIO CADA VEZ MAIOR DO SEU CÉREBRO.

Pelo menos é o que diz um novo estudo da Universidade de Londres, que afirma que uma vez que você começar a contar mentirinhas “bobas”, o seu freio natural VAI ENFRAQUECENDO e a partir daí é um pulo para mentir em momentos cada vez mais importantes.

QUE FREIO?

A AMÍGDALA, junto com uma região do cérebro conectada com a sensação de medo, trabalham juntas para deixar a pessoa com um leve mal estar quando ela mente. Isso funciona com um “freio” que impede que ela saia inventado histórias por aí. Mas, se você conta várias pequenas mentiras uma atrás da outra, vai derrubando essa “barreira natural” e causando alterações físicas no seu cérebro.

OS VOLUNTÁRIOS PRECISAVAM MENTIR SOBRE QUANTAS MOEDAS TINHAM EM UM POTE. FOTO: MELPOMENEM-XXX/ISTOCK

 

COMO DESCOBRIRAM ISSO?

80 voluntários de 18 a 65 anos tiveram seus cérebros escaneados enquanto brincavam de adivinhar quantas moedas tinham em um pote. Em seguida eles usavam um computador para transmitir a estimativa a outra pessoa. Era nesse momento que tudo acontecia: eles começaram com uma mentirinha sobre o números de moedas (porque isso dava mais vantagem) e a medida que o jogo prosseguia, eles eram estimulados a mentir cada vez mais. Enquanto isso, a atividade na amígdala monitorada ficava cada vez mais fraca.

A PSICÓLOGA TALI SHAROT declarou no estudo, que mesmo a amígdala limitando o quanto você mente, “essa resposta vai diminuindo conforme as mentiras ficam maiores. Isso pode levar a uma reação em cadeia, em que pequenos atos de desonestidade acabam levando a mentiras maiores”.

Mas o perigo não para por aí! Esse evolução do cérebro “para o mal” pode se estender a outra ações mais sérias ainda, como afirma o CIENTISTA E CO-AUTOR DO ESTUDO NEIL GARRETT: “nós só testamos a desonestidade das pessoas nesse experimento, mas o mesmo princípio talvez seja aplicável a outras ações, como se expor à riscos ou ter comportamentos violentos”.

 

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