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Desigualdade salarial no cinema! Natalie Portman afirma ter recebido três vezes menos que ator em filme

De acordo com atriz, Ashton Kutcher, com quem contracenava na época, era melhor “cotado” em Hollywood e, por isso, os valores tão díspares de salário

A DESIGUALDADE SALARIAL ENTRE OS GÊNEROS não afeta apenas os anônimos: até mesmo as PERSONALIDADES DE HOLLYWOOD enfrentam o problema – e desde sempre, diga-se de passagem. Apenas de uns tempos para cá, algumas atrizes começaram a falar abertamente e a manifestar a indignação acerca do assunto. Mais recentemente, foi a vez de NATALIE PORTMAN.

Conhecida pela sua atuação no filme “CISNE NEGRO”, dentre muitos outros, ela deu uma entrevista à revista  “Marie Claire” britânica, na qual REVELOU TER RECEBIDO TRÊS VEZES MENOS (isso mesmo que você leu: 3X menos!) que o ator ASHTON KUTCHER, seu parceiro de cena no longa “SEXO SEM COMPROMISSO”, de 2011.

“Eu sabia disso e fui adiante, porque tem uma coisa chamada ‘cota’ em Hollywood”, declarou a famosa à publicação – só para esclarecer, “cota” é uma maneira de estimar valor entre os astros por lá. “A dele era três vezes maior que a minha, então me disseram que ganharia três vezes mais. Eu não fiquei tão brava quanto deveria ter ficado na época. Digo, nós somos muito bem pagos, por isso é difícil reclamar, mas a disparidade é uma loucura”.

Natalie está cotada ao Oscar novamente por sua atuação em "Jackie", filme no qual vive  Jackie Kennedy

NATALIE ESTÁ COTADA AO OSCAR NOVAMENTE POR SUA ATUAÇÃO EM “JACKIE”, FILME NO QUAL VIVE JACKIE KENNEDY

A estrela frisou que a questão da disparidade é também ligada à falta de oportunidade para as profissionais do sexo feminino. “Eu não acho que elas sejam mais ou menos capazes que eles. Só há um problema óbvio em relação às MULHERES NÃO TEREM OPORTUNIDADES. TEMOS FAZER PARTE DA SOLUÇÃO e não perpetuar o problema”.

Natalie entrou nessa questão ao comentar a respeito do seu próximo lançamento, “On The Basis of Sex” (sem título em português, por enquanto), no qual vive a personagem Ruth Bader Ginsberg, a primeira mulher judia (e apenas a segunda mulher) a SER NOMEADA JUÍZA NA SUPREMA CORTE DOS ESTADOS UNIDOS. Para honrar o fato, assim como a história dos direitos das mulheres, ela insistiu que uma diretora conduzisse a produção.

Considerando que ela, com 35 anos, já foi agraciada com um OSCAR e acumula papéis de grande destaque na carreira, não é nenhuma surpresa que esteja, finalmente, se pronunciando sobre uma prática que precisa urgentemente de mudanças. Que mais mulheres também tenham a coragem e a voz ativa para exigirem o mesmo. Afinal de contas, #JUNTASOMOSMAIS.

 

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