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Discurso de Macron é aula de elegância e assertividade, diz professor

O presidente francês Emmanuel Macron cria um discurso com atenção à primeira pessoa do plural”, diz Diogo Arrais

Há momentos em que a dor intensifica-se, como no triste incêndio em Paris: não é apenas a Catedral de Notre-Dame, incineram-se nossos corações.

Numa aula sobre Elegância, Humanismo e uso assertivo das Palavras, o presidente francês Emmanuel Macron cria um discurso com atenção à primeira pessoa do plural. Sensível, pronuncia com fluidez (espontaneidade, naturalidade) os enunciados, com tom e expressões coerentes à situação emotiva, triste.

Um grande profissional – consciente da força das palavras – procura preparar o texto, antes de proferi-lo; grava sua voz e está sempre criterioso quanto à pronúncia, uma vez que busca clareza na mensagem.

Em um trecho, traduzido para a nossa Língua Portuguesa, disse o presidente Macron:

“O pior foi evitado, mas a batalha não está completamente vencida. Graças à coragem dos bombeiros, a fachada e as estruturas não entraram em colapso.”

Sempre que possível, estude as conjunções. As mais comuns coordenativas adversativas, responsáveis pela ideia de oposição ou contraste, são: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto.

Por critério gramatical, recomenda-se o uso da vírgula antes de tais conjunções; fica bastante didático ver ideias opostas antes e após o sinal de pontuação.

Em suma, durante a criação de discursos adversativos, procure usar sinônimos de “mas”, dando muita atenção à sua pronúncia (‘mas’ não é ‘mais’).

Além de todo o aspecto positivo do discurso citado acima, observemos uma valiosa expressão: “graças a”. Ela tem o mesmo sentido de “por mérito de, por causa de, por ação de”.

Na nossa Língua Portuguesa, caso uma expressão exija a preposição, a chance de ocorrer Crase é altíssima. É o que se percebe em “Graças à coragem (…)”: o acento sinaliza a fusão entre a preposição e o artigo definido feminino no singular.

Se houver dúvida sobre a existência do acento grave, substitua “a coragem” por “o empenho”: notaremos “Graças ao empenho (…)”, com a presença da preposição e do artigo.

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