Conversa de Mãe

Esse é o tempo limite que seu filho deve passar em frente à TV por dia

Conforme Academia Americana de Pediatria, o uso da tecnologia como “babá” nos momentos em que os pais não podem dar a devida atenção aos filhos é altamente prejudicial para o desenvolvimento deles

Muitos PAIS ACABAM SE SERVINDO DOS MEIOS ELETRÔNICOS COMO UMA DISTRAÇÃO PARA OS SEUS FILHOS – principalmente naqueles momentos em que não têm tanta disponibilidade de lhes dar atenção. Esse comportamento, no entanto, há de ser limitado.

De acordo com as novas diretrizes publicadas recentemente pela Academia Americana de Pediatria, OS PEQUENOS DE 2 A 5 ANOS NÃO DEVEM PASSAR MAIS DE UMA HORA POR DIA ASSISTINDO À TELEVISÃO ou nos tablets e quaisquer veículos digitais. O “tempo de tela” precisa ser ainda mais reduzido para aqueles que nem chegaram a essa faixa etária.

As recomendações colocaram também que os fatores “como” e “quando” são igualmente importantes. Ou seja, UTILIZAR TAIS DISPOSITIVOS PARA CONSOLAR DIANTE DO CHORO ou de uma crise de birra, por exemplo, só vai reforçar negativamente as atitudes, já que podem ser encarados como uma recompensa.

Pais não devem usar os meios eletrônicos como "babá" quando não podem dar atenção aos filhos FOTO: thinkstock

PAIS NÃO DEVEM USAR OS MEIOS ELETRÔNICOS COMO “BABÁ” QUANDO NÃO PODEM DAR ATENÇÃO AOS FILHOS FOTO: THINKSTOCK

De acordo com Jenny Radesky, pediatra especialista em desenvolvimento comportamental e principal autora das diretivas, a “solução” chega, inclusive, a dispersar as crianças dos seus sentimentos e da maneira adequada de expressá-los. O fato impede que consigam lidar com eles por si, ou mesmo, obter a ajuda de um adulto na resolução dos seus desejos. O aconselhável é lançar mão da prerrogativa apenas em situações específicas, como durante um procedimento médico, um voo ou outras do gênero. O fundamental é vivenciar ações conjuntas, como procurar uma receita online para o preparo de um bolo, dançar ao videoclipe de uma banda no YOUTUBE, ter uma NOITE DE CINEMA, SOFÁ E PIPOCA COM A FAMÍLIA REUNIDA, etc.

Segundo ela, os programas educativos (de qualidade) exibidos na TV são eficientes e favorecem o aprendizado apenas no público acima dos três anos de idade. “Abaixo disso, o cérebro não tem maturidade para aplicar o que vê à realidade. Não se sabe, por enquanto, o quanto a interatividade contribui ou dificulta esse processo”, reforçou em um release sobre o assunto. “O que é certo é que a PRIMEIRA INFÂNCIA é a fase de desenvolvimento mais rápido do órgão nervoso, e REQUER PERÍODOS DE BRINCADEIRAS, SONO, AQUISIÇÃO DE CONHECIMENTO E CONSTRUÇÃO DE RELAÇÕES. O excesso na relação com as mídias é capaz de interferir nesses fatores e vem sendo linkado com a qualidade ao dormir, as condições físicas e a obesidade”.

Tecnologia deve ser usada em ações conjuntas e de interação familiar FOTO: thinkstock

TECNOLOGIA DEVE SER USADA EM AÇÕES CONJUNTAS E DE INTERAÇÃO FAMILIAR FOTO: THINKSTOCK

Outras orientações abrangeram BANIR QUALQUER TIPO DE GADGET UMA HORA ANTES DE IR PARA A CAMA, desligá-los quando não estiverem em uso e manter as refeições livres de contato com celulares. Além do mais, é necessário TESTAR PREVIAMENTE OS APLICATIVOS instalados e evitar atrações violentas ou que impactem demasiadamente o emocional.

As dicas valem para os responsáveis, pois as conclusões da especialista mostraram queFICAR NO SMARTPHONE PERTO DA CRIANÇADA CONTRIBUI PARA UM AUMENTO NOS NÍVEIS DE ESTRESSE e diminuição dos laços afetivos. “O intuito delas não é fazer os pais se sentirem culpados, mas auxiliá-los no estabelecimento de hábitos saudáveis com relação à tecnologia”.

 

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