Arte & Cultura

Festival de Cannes seleciona filmes brasileiros para a edição de 2019

Dois filmes concorrem à Palma de Ouro e outros dois estarão na mostra alternativa Um certo olhar

O Festival de Cannes 2019 anunciou, nesta quinta-feira (18/4), que duas produções brasileiras disputarão à Palma de Ouro na competição oficial do evento. Os selecionados foram o drama Bacarau, longa de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, que mescla western e ficção científica, e O traidor, dirigido pelo italiano Marco Bellocchio Esta é a 72ª edição do Festival, que ocorre entre 14 e 25 de maio.

Bacarau é um aventura que mistura western e ficção científica. O filme traz um povoado do sertão brasileiro repleto de segredos. Sonia Braga, Udo Kier e Karine Teles encabeçam o grupo de atores, que ainda conta com Barbara Colen, Silvero Pereira, Thomas Aquino, Antonio Saboia, Rubens Santos e Lia de Itamaracá. A produção é de Emilie Lesclaux, Said Ben Said e Michel Merkt.

“Esse é um trabalho de anos. Creio que esse filme é o resultado da nossa relação com os filmes e as pessoas que amamos e que nos formaram, com Pernambuco, com o Brasil e com o mundo”, confessa o diretor Kleber Mendonça Filho também em nota.

Kleber Mendonça Filho está na terceira participação no Festival. O diretor já havia concorrido à Palma de Ouro, em 2016, por Aquarius.

O traidor, dirigido pelo italiano Marco Bellocchio, narra a história de Tommaso Buscetta, mafioso italiano que alcaguetou seus antigos companheiros da Cosa Nostra e se refugiou no Brasil. Ambos os filmes concorrem à Palma de Ouro.

Mostra Um certo olhar

Fora da disputa pelo prêmio máximo de Cannes estão A vida invisível de Eurídice Gusmão, de Karim Ainouz, e Port authority, de Danielle Lessovitz.

A vida invisível de Eurídice Gusmão é um melodrama sobre a cumplicidade entre as mulheres, uma crônica da condição feminina no Rio de Janeiro nos anos 1950. As atrizes Carol Duarte e Júlia Stockler protagonizam o longa, que ainda conta com Gregório Duvivier, Barbara Santos e Maria Manoella no elenco, além da participação especial de Fernanda Montenegro.

A produção é de Rodrigo Teixeira em parceria com uma produtora alemã. “Estrear um filme em Cannes é uma alegria indescritível. Um filme que fala sobre amor, amizade e questões tão importantes para o Brasil de agora, colocando no centro das questões a condição da mulher. É sem dúvida uma grande realização”, revela Teixeira em material de divulgação.

Em 2011, a obra O abismo prateado foi exibido na Quinzena dos Realizadores. Esta é a segunda vez que um filme de Aïnouz chega a Cannes.

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