Carreira & Finanças

Funcionárias mães que não recebem apoio das empresas pedem demissão

Jornada dupla ou tripla de muitas mulheres é desigual e ainda carece de mudanças

Considerar o bem-estar da mãe, assim como de seus filhos, com a rotina de trabalho não deveria ser encarado como uma desvantagem para as empresas. A realidade, no entanto, mostra o contrário – principalmente quando é analisada pelo ponto de vista dessas mulheres, que muitas vezes passam anos sem conseguir uma recolocação no mercado de trabalho depois de uma gravidez.

Um estudo que acabou de ser realizado pelo site americano MOMMYNEAREST em parceria com o YouGov mostra que apenas 9% DAS MULHERES COM CRIANÇAS MENORES DE 18 ANOS SENTEM QUE TÊM ALGUM TIPO DE APOIO DAS COMPANHIAS EM QUE ATUAM PROFISSIONALMENTE, no que diz respeito às políticas de licença maternidade/paternidade e flexibilidade quando precisam conciliar os cuidados em casa com a carreira. E, diante disso, 1 em cada 8 acaba pedindo demissão.

Os dados, embora chocantes, revelam a perspectiva de que continua sendo esperado que o lado feminino seja o (único) responsável pela família, em detrimento de quaisquer prioridades. Ainda de acordo com os resultados, 42% delas se recusam a aceitar uma oferta que não tenha a LICENÇA-MATERNIDADE REMUNERADA COMO BENEFÍCIO.

Couple in kitchen, father holding crying baby daughter (3-6 months)

Além do mais, quase um terço da amostra disse ficar muito preocupada quando escolhe RECURSOS COMO CRECHES OU ESCOLINHAS, em função de não haver outra saída nesse sentido. Soluções como o sistema home office algumas vezes por semana e horários mais maleáveis de expediente poderiam servir para incentivar que o emprego não fosse deixado de lado e, muito menos, que se anulasse o contato com os pequenos – e somente 15% relatou dispor de certa compreensão dos seus empregadores para isso.

É importante perceber que o mundo corporativo carece de mudanças urgentes, para que as normas preestabelecidas passem a apoiar seus funcionários na criação de seus filhos – e de maneira não discriminatória, já que tanto os papais quanto as mamães merecem ter a mesma qualidade de vida, sem que suas escolhas entrem em conflito ou se tornem banalizadas.

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