Conversa de Mãe

Música clássica pode ajudar no tratamento do câncer de mama

Ainda faltam mais pesquisas conclusivas, mas as notas de Beethoven e Ligeti contribuem para matar as células dos tumores malignos

Estudos não faltam quando se trata dos benefícios da música para a saúde. Todos os estilos são muito bem-vindos e apreciados! A CLÁSSICA, então, pode até ser uma grande aliada no TRATAMENTO DO CÂNCER DE MAMA.

Um estudo feito pelo Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), para o PROGRAMA DE ONCOBIOLOGIA, apresentou tal constatação. Os pesquisadores observaram que as NOTAS HARMONIOSAS DE GRANDES COMPOSITORES TÊM, DE FATO, O PODER DE MATAR AS CÉLULAS TUMORAIS LIGADAS À DOENÇA, chamadas MCF-7: uma em cada cinco delas foi para o espaço depois de submetida a certas obras imortais como a “5ª SINFONIA”, de Ludwig van Beethoven, “Atmosphères”, de Gyorgy Ligeti.

Como o ciclo de duplicação da MCF-7 dura em torno de 30 horas, houve um intervalo de dois dias entre a sessão musical e a avaliação dos resultados. Nesse prazo, foi observado que 20% da amostragem se esvaiu, desapareceu. Dentre as sobreviventes, muitas perderam em tamanho e granulosidade.

exames preventivos como o de toque e mamografia são extremamente necessários para a detecção da doença FOTO: thinkstockEXAMES PREVENTIVOS COMO O DE TOQUE E MAMOGRAFIA SÃO EXTREMAMENTE NECESSÁRIOS PARA A DETECÇÃO DA DOENÇA

Embora Mozart seja um dos mestres mais usados na MUSICOTERAPIA (tratamento que utiliza os sons, ritmos e melodias para a reabilitação física, mental e social de indivíduos ou grupos), a sua famosa “Sonata para 2 Pianos em Ré Maior” não chegou a provocar nenhuma alteração nesse aspecto. Acredita-se, então, que os efeitos proporcionados por ela sejam mais eficientes em neurônios e não em outros tipos estruturais no organismo.

Justamente por isso ainda é preciso considerar melhor o potencial desses experimentos, a fim de que seja possível CRIAR SEQUÊNCIAS SONORAS ESPECÍFICAS PARA AJUDAR NO PROCESSO DE CURA DO CÂNCER mais comum entre as mulheres no mundo, respondendo por 25% dos casos novos a cada ano, só no Brasil. Por que somente alguns tipos de partículas são sensíveis a essas músicas e por que, nesse meio, apenas algumas delas provocam reações positivas? Os mesmos testes foram feitos com a MDCK, uma célula não-tumorogênica, e com linfócitos (cuja principal função é produzir anticorpos), mas eles não responderam aos estímulos sonoros.

De qualquer maneira, um grande passo foi dado nesse caminho. Por enquanto, a prevenção, o exame de toque e a MAMOGRAFIA continuam sendo grandes armas do público feminino.NÃO ESQUEÇA DE SE EXAMINAR, sempre!

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