Carreira & Finanças

No azul! Quatro atitudes para eliminar da sua vida financeira esse ano

Educador financeiro mostra alguns perigos que podem te jogar no vermelho sem você perceber

Quando o assunto é dinheiro, é muito comum existirem vícios que prejudicam essa relação e você nem perceber. Mas uma vez que se saiba o que não é saudável para o seu bolso, dá para se espertar e evitar direitinho. Por isso, conheça quatro hábitos que minam sua conta e sua vida e livre-se (ou passe longe) deles.

APELAR PARA O CHEQUE ESPECIAL

Ele já tem má fama por ser um terreno perigoso, ainda assim, é um dos mais visitados! “Vamos lembrar que é um modelo de empréstimo que você faz do seu banco e como tal ele vem sobrecarregado de juros. Por isso, a primeira coisa é eliminar esse limite, ou seja, esquecer que ele existe, por que no mês os juros podem parecer poucos, mas se fizer isso todo mês, ao final do ano você vai ver que o impacto é muito grande e poderia ser o dinheiro para pagar algum sonho antigo, como uma viagem!”, diz ROBINSON TROVÓ, educador financeiro da Trovó Academy.

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VOCÊ SAI PARCELANDO, E QUANDO PERCEBE, OS VALORES PEQUENOS SE JUNTAM E VIRAM UMA CONTA ENORME E LONGA PARA PAGAR. WAVEBREAKMEDIA-LTD/ISTOCK

FAZER COMPRAS PARCELADAS

O costume de fazer parcelas de baixo valor para poder segurar o dinheiro em mãos é um dos hábitos que mais levam ao endividamento. “Isso por que você parcela as compras de final de ano, ai no começo do ano vem novas parcelas com IPVA, IPTU, material escolar e afins. Ai em abril tem Páscoa, novas dívidas, em Maio, Dia das Mães, compras novamente e assim ao longo do ano. Ou seja, cada mês terá algo para se comprar e quando percebe, está em uma bola de neve. Por isso, elimine de vez esse comportamento da sua vida e passe a fazer suas compras à vista. Desse modo, você só leva o que tem condições de pagar (evitando o consumo desnecessário) e ainda tem poder de barganhar por descontos”, explica Trovó.

USAR MUITO O CARTÃO DE CRÉDITO

Esqueça que ele existe. Se você tem consciência de que não é controlada (ou não tem, mas a fatura mostra a realidade), use-o o mínimo que puder. “Eu defendo o cartão de crédito para apenas uma única coisa: acúmulo de milhas. Se você é uma pessoa que viaja muito e tem controle financeiro para não extrapolar, pode usar o cartão de crédito, mas lembrando que ele não é uma extensão do seu salário, desse modo você não pode gastar no cartão e o seu salário. Agora se não viaja muito e desse modo não precisa de milhas, é hora de ser consciente e abandonar o cartão de crédito. Ele é um dos grandes responsáveis pelo endividamento do brasileiro e carrega um dos maiores juros do mercado”, lembra o educador financeiro.

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COMPRAR E VIVER DE ACORDO COM A SUA RELAIDADE FINANCEIRA É FUNDAMENTAL PARA NÃO TER DOR DE CABEÇA. WAVEBREAKMEDIA-LTD/ISTOCK

CONSUMIR O QUE NÃO PODE PAGAR

Se você quer viver no azul, não tem como fazer gastos que só te levam para o vermelho. “Esse é básico para uma vida financeira equilibrada: viva uma vida que você pode sustentar. Se o seu orçamento nunca fecha no fim do mês é hora de rever os gastos fixos e cortar despesas. Aluguel muito caro, carro, compras, alimentação, elimine. Lembre-se, riqueza não é quanto você ganha, mas quanto você gasta”, alerta o profissional.

 

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