Beleza

Pele seca ou ressecada? Entenda a diferença entre os tipos de cútis e os problemas pontuais

Especialista conta como perceber e tratar a oleosidade e o ressecamento

Definir corretamente o seu tipo de pele nem sempre é fácil, especialmente porque os problemas como o ressecamento e oleosidade excessiva geralmente são confundidos com ele. Para acabar de uma vez por toda com as dúvidas, entenda a diferença entre condição e característica natural e saiba como tratar corretamente.

Antes de tudo é preciso entender que o seu tipo de pele não é algo estático, isso muda ao longo da vida e é preciso ficar de olho nas transformações. “As pessoas fazem muito essa confusão e A CARACTERÍSTICA DA PELE NÃO É SEMPRE A MESMA, ELA SE ALTERA DE ACORDO COM ESTAÇÃO DO ANO E COM A IDADE, por conta de mudanças hormonais”, explica o dermatologista GABRIEL SAMPAIO.

SECA X RESSECADA 

O ressecamento é um problema típico do inverno, e você pode apresenta-lo mesmo que seu rosto seja, na verdade, normal, misto ou até oleoso. “Ele deixa as rugas finas mais visíveis, fica com ASPECTO CRAQUELADO E PODE ATÉ APRESENTAR UMA LEVE DESCAMAÇÃO. A pele também fica mais sensível e reativa, tornando-se vermelha com facilidade, e podem surgir irritabilidades, como a coceira. Ela não vai tolerar bem cremes e produtos em geral”, conta.

Pele seca ou ressecada precisa de hidratação. Foto: Voyagerix/iStockPELE SECA OU RESSECADA PRECISA DE HIDRATAÇÃO REFORÇADA.

Já na cútis naturalmente seca, essas condições são apresentadas de maneira mais amena e constante. “A PESSOA QUE TEM A PELE SECA NOTA QUE ELA TEM MAIS COCEIRA E IRRITAÇÃO APÓS O BANHO QUENTE, porque ele tira ainda mais a oleosidade. Ao aplicar maquiagem a mulher sente que ela não fica tão uniforme e as ruguinhas tendem a ser mais aparentes que em outras pessoas da mesma idade”, aponta.

O primeiro passo para tratar corretamente é evitar os banhos muito quentes e preferir a água morna, que não sensibiliza tanto o rosto. Tanto no caso das secas, quanto das ressecadas, o tratamento é o mesmo, com o diferencial que a segunda deve ter a rotina alterada depois que retorne ao normal: “PREFIRA LAVAR COM ÁGUA MORNA OU FRIA MESMO NO INVERNO, E PROCURE PRODUTOS QUE CONTENHAM HIDRATANTES na fórmula. O hidratante deve ser aplicado sempre que fizer a limpeza da pele, e deve ser algo próprio para o rosto em forma de loção, que é mais leve”.

PELE OLEOSA X OLEOSIDADE EXCESSIVA

“A pele que é oleosa é notada por poros abertos e uma tendência a apresentar cravos e acne, especialmente na zona ‘T’. É mais comum que jovens adultos tenham essa condição de rosto.ISSO VAI SER ALGO DE TODOS OS DIAS, E A PESSOA SENTE NECESSIDADE DE LAVAR MUITAS VEZES e até passar um adstringente”, indica.

Loção adstringente é essencial para remoção da oleosidade. Foto: PurestockLOÇÃO ADSTRINGENTE É ESSENCIAL PARA REMOÇÃO DA OLEOSIDADE

Já quem não tem a pele oleosa pode apresentar uma oleosidade desregulada por conta de fatores climáticos e até os produtos utilizados no dia a dia. “Uma pessoa pode ficar com oleosidade excessiva em locais com a umidade mais elevada ou pela ação de itens que obstruam os poros. A ÁGUA QUENTE TAMBÉM ENTRA COMO VILÃ NESSE CASO, porque ao remover a oleosidade ela acaba fazendo com que a pele resolva produzir mais desse óleo”, revela.

Como resolver? Lavagens corretas e sem exageros: “Lave o rosto pelo menos duas vezes ao dia e aplique uma loção adstringente. Também é preciso hidratar, porque ao usar produtos que tiram muito a oleosidade e não repor da maneira correta você tem o chamado EFEITO REBOT, que é quando o rosto produz mais óleo para compensar o ressecamento desses produtos. O hidratante deve ter efeito matificante e de controle da oleosidade, com ingredientes como a sílica e o ácido salicílico. Sempre prefira maquiagens e filtros com toque seco e livres de óleo, com apresentação em gel ou loção para controlar o brilho”.

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