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Qual é o sentido da Páscoa?

Além dos almoços tradicionais e dos ovos de chocolate: você sabe qual é o real significado da Páscoa? A gente te explica.

Todo mundo conhece a Páscoa como aquele dia em que nos reunimos em família para comer bastante chocolate. Só que existe uma história por trás disso, que originou essa tradição que se repete todos os anos. Você sabe qual é o verdadeiro significado da Páscoa? Vem que a gente te conta mais sobre a data

Na tradição cristã, a Semana Santa começa no Domingo de Ramos, que é aquele domingo que antecede a Páscoa. Esse dia remete à chegada de Jesus Cristo em Jerusalém e ao grande alvoroço com que o povo simples da cidade o recebeu. Dias antes, Jesus havia ressuscitado Lázaro e seu nome estava na boca de todos daquele reino.

Os próximos dias de celebração cristã são voltados à reflexão e à memória dos últimos passos de Cristo até de sua morte. Desde a Santa Ceia, na quinta-feira, até o julgamento de Jesus – que foi condenado à morte por dizer-se filho de Deus.

Na sexta-feira, Jesus foi crucificado e morto na cruz. No sábado, seu corpo foi sepultado e sua ressurreição ocorreu no domingo – o dia da Páscoa. Sendo assim, na Páscoa cristã comemora-se o milagre da ressurreição de Jesus.

Os símbolos da Páscoa cristã

A Páscoa tem vertentes diferentes de acordo com cada religião que a celebra, pois a data tem sua história diretamente ligada com a crença religiosa. No cristianismo, os protestantes não têm restrição alimentar, mas os católicos não devem comer carne vermelha durante o período denominado Quaresma (que são os 40 dias que antecedem a Páscoa).

Em ambas, os ovos de Páscoa marcam presença. Eles simbolizam a vida nova e têm origem lá na antiguidade, quando o povo egípcio e persa pintavam ovos para dar de presente a amigos com a chegada da primavera. Esse hábito foi adaptado entre os cristãos, que ressignificaram o uso dos ovos como sendo a ressurreição de Jesus Cristo.

Depois do ovo veio a figura do coelho. O animal felpudo representa o nascimento, a vida e a fertilidade. Seu significado foi interiorizado entre os egípcios e reproduzidos também pelos cristãos da Alemanha do século 18.

Páscoa

 (Adria Photography/Getty Images)

O pão e o vinho representam o corpo e o sangue de Cristo, que foram concedidos aos apóstolos na Última Ceia – como diz a Bíblia – para celebrar a vida eterna e o amor na Terra.

A figura do cordeiro remete ao próprio Cristo, que é o cordeiro de Deus. Nas religiões cristãs, Jesus Cristo se sacrificou por toda a humanidade e é associado à imagem do animal porque o cordeiro era sacrificado nas celebrações dos povos antigos nessa data – e também na tradição judaica da qual falaremos em seguida.

Por fim, a cruz representa o sofrimento e a ressurreição de Cristo, que morreu pregado em uma cruz no deserto. Ela serve para relembrar os cristãos sobre tudo o que aconteceu.

A Páscoa judaica

Na religião judaica, a Páscoa tem um sentido totalmente distinto da cristã. Até mesmo Cristo tem um nome diferente: Pessach. A comemoração para esse povo gira em torno da liberdade dos hebreus (o povo judeu), que foram liderados por Moisés, depois de 400 anos de escravidão no Egito.

Os judeus comem cordeiro, animais que eram sacrificados por família judaicas no Egito, com o intuito de mostrar para o anjo da morte onde ele deveria passar reto. Também comem matza, um pão sem fermento que remete à falta de tempo que aquele povo tinha para fermentar os alimentos durante a fuga.

Tanto o judaísmo quanto o cristianismo contam a saga de Moisés em seus livros sagrados. Os relatos do profeta estão no segundo livro de Torá (para os judeus) e no livro Êxodo do Antigo Testamento da Bíblia (para os cristãos).

Páscoa judaica

Outras religiões que celebram a Páscoa

A umbanda e o candomblé celebram a Páscoa quase como os católicos, pois grande parte das crenças vem do catolicismo. Nos três últimos dias da Semana Santa, a tradição é não abrir terreiros na sexta-feira, reverenciar Ogum no sábado e se reunir com a família e amigos e fazer a troca de ovos no domingo.

O budismo, o espiritismo e o islamismo não comemoram a Páscoa em nenhuma instância, pois as celebrações não condizem muito com suas histórias. As Testemunhas de Jeová também não celebram a data, pois dentro da religião é feita uma leitura bíblica diferente da Páscoa. Seus seguidores acreditam que a data atual se baseia em ritos de fertilidade pagãos e não na Bíblia, o que torna a festa inviável.

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