Conversa de Mãe

Seu filho reclama de dor de cabeça? Saiba os tipos e como ajudá-lo

Segundo especialista, problema pode influenciar do desempenho escolar a autoestima

Quando seu FILHO RECLAMA DE DOR DE CABEÇA você acha que ele está FAZENDO MANHA ou que PRECISA USAR ÓCULOS? “A CEFALEIA é bastante comum e vem sendo cada vez mais valorizada na população pediátrica”, dia a Dra. Carla Dall Olio, coordenadora da Emergência Pediátrica do Hospital Barra D’Or (Rio de Janeiro/RJ).

 

Conforme a médica, AS CAUSAS ENVOLVIDAS SÃO SEMPRE MULTIFATORIAIS: “aspectos genéticos, biológicos, psicológicos e ambientais. Quando recorrente, impacta na qualidade de vida, PODENDO PREJUDICAR O DESEMPENHO ESCOLAR, o lazer e, também, a autoestima, pela insegurança e desconforto provocados”.

ATENÇÃO É FUNDAMENTAL

É importante observar – e conversar com seu filho sobre isso – se a aparição dela se dá de MODO PULSÁTIL, OPRESSIVO OU EM PONTADAS, sua localização e sensibilidade à claridade (fotofobia) ou barulhos (fonofobia). Outros traços como vômito, perda do apetite, dor abdominal, palidez da pele e SUDORESE podem vir associados, e são mais frequentes de acontecer.

Pequenos também podem ter enxaqueca, a qual deve ser prontamente verificada para afastar riscos maiores FOTO: thinkstock

PEQUENOS TAMBÉM PODEM TER ENXAQUECA, A QUAL DEVE SER PRONTAMENTE VERIFICADA PARA AFASTAR RISCOS MAIORES FOTO: THINKSTOCK

OLHANDO O TODO

“A sua ocorrência deve ser referida ao pediatra, que irá analisar o evento e dar o seguimento para maiores investigações, o melhor tratamento e, até mesmo, encaminhar para um neurologista pediátrico. Através de perguntas dirigidas – como é quantificada, qual sua constância no decorrer dos dias, se existe ligação com os fatores desencadeantes ou de melhora – ele irá classificá-la em dois grandes grupos: primária ou secundária, caso mais aguda ou crônica”, esclarece.

OU UMA OU OUTRA

Segundo ela, o MAIS HABITUAL DE CEFALEIA PRIMÁRIA É A TENSIONAL, que prevalece entre 10 e 12 anos, um pouco mais entre meninos; após os 12, incide mais sobre meninas. “Tem resposta adequada com os fármacos. Há NECESSIDADE DE APOIO PSICOLÓGICO em algumas situações”, reforça.

As secundárias são determinadas por outras doenças, por exemplo, TUMORES NO SISTEMA NERVOSO CENTRAL ou uma MENINGITE. “São sintomas de alerta: dor intensa e abrupta; piora da frequência, intensidade; dor diária desde seu início, que não passa com medicamentos comuns; existência prévia de diagnósticos como HIV, câncer, epilepsia e outras patologias sistêmicas; presença de febre, irritabilidade e alterações de comportamento”.

Vale enfatizar que “nem toda cefaleia será recorrente, e nem toda dor recorrente se tornará crônica ou será uma enxaqueca – esta pode ser transitória ou não, de acordo com a idade e reação terapêutica”.

Até mesmo o desempenho escolar pode ser afetado caso a criança tenha dor de cabeça constante FOTO: thinkstock

ATÉ MESMO O DESEMPENHO ESCOLAR PODE SER AFETADO CASO A CRIANÇA TENHA DOR DE CABEÇA CONSTANTE FOTO: THINKSTOCK

ALTERNATIVAS À MÃO

Hoje em dia, as possibilidades de intervenção abrangem, além da prescrição de analgésicos, anti-inflamatórios e ANTIDEPRESSIVOS. “Tratamos da mesma forma as indicações correlatas, como a UTILIZAÇÃO DO ANTIEMÉTICO, PARA REDUÇÃO DE VÔMITO”.

CAMINHO SADIO

“A vida saudável, sempre, poderá corroborar com menor número de crises”, a Dra. Carla ressalta. “EVITAR CAFEÍNA EM EXCESSO e ponderar se para aquele indivíduo existem alimentos que as deflagraram (como chocolate). As práticas de esportes são muito bem-vindas e as refeições equilibradas para um contexto mais feliz, e menos estressante ou sofrido”.

 

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