Arte & Cultura

Show do Iron Maiden nesta terça-feira promete lavar a alma de Brasília

Um dos principais nomes do heavy metal mundial, fará a terceira apresentação na cidade após a banda ter passado por um dos momentos mais sensíveis de sua história

Em shows do Iron Maiden pelo mundo, é comum ver fãs segurando cartazes com os dizeres “Iron Maiden é a minha religião”. Em nenhum outro lugar no globo, no entanto, essa relação de devoção dos fãs é tão clara quanto na América do Sul, em especial, no Brasil. Essa constatação poderá ser conferida hoje, a partir das 19h, no Ginásio Nilson Nelson, quando o sexteto britânico fará sua terceira apresentação na capital, com abertura das bandas Raven Age e Anthrax.
Apesar de a história de Brasília com o Iron Maiden ser recente (o primeiro show da banda ocorreu em 2009, no Estádio Nacional Mané Garrincha), a banda tem visitado o país regularmente desde 1984, ano em que o grupo se apresentou na primeira edição do festival Rock in Rio, com a World slavery tour, em suporte ao álbum Powerslave, um dos vários trabalhos clássicos lançados na década de 1980, que fizeram do Maiden uma das bandas mais cultuadas e mais respeitadas do heavy metal.

Nove turnês e mais de 30 apresentações depois, o Iron Maiden — conhecido pela coerência de trabalho e sempre guiado pelo fundador, líder e baixista Steve Harris — traz o seu Boeing 747-400 personalizado ao Brasil após passar por um dos momentos mais sensíveis da banda: um câncer na garganta do vocalista, Bruce Dickinson, que obrigou o grupo a adiar as gravações do 16º álbum de estúdio, The book of souls. Recuperado e cantando melhor do que nunca, como adiantou o guitarrista Janick Gers em entrevista ao Correio, a banda lançou o disco em dezembro do ano passado, alcançando o número 1 em 40 países. A banda iniciou a The book of souls world tour, em 24 de fevereiro, com shows que já passaram por Estados Unidos, México, El Salvador, Costa Rica, Chile e Argentina. No total, a turnê incluirá 35 países, em seis continentes, mostrando que a Donzela de Ferro continua vigorosa.
Devotos

Um dos principais legados da carreira do Iron Maiden é o fato de que, a cada turnê e disco, o público da banda parece se renovar ao mesmo tempo que os velhos fãs não abandonam a paixão. Um exemplo é o estudante Leandro Braga de Brito, 27 anos. Fã desde os 13 anos, o show desta terça será a quinta vez em que verá a banda ao vivo. “O Iron Maiden consegue passar algo para os fãs que vai muito além da música. É um sentimento que funciona como uma válvula de escape para o nosso dia a dia”, explica.
Outro fã que cresceu embalado pelo som do Maiden é o analista de sistemas Silvio Antônio Caetano da Silva, 34 anos, que comparecerá ao seu sétimo show do Iron Maiden hoje. Ele relata que ter conhecido a banda em 1991, por meio de uma fita K7 com a faixa Holy smoke, foi uma experiência que mudou sua vida. “Além do som incrível, eles sempre tentam inovar, mas sem perder a essência. A presença de palco da banda é algo que, também, contagia qualquer um”, afirmou.
Chef de restaurante, Leandro Nunes, 30 anos, é outro fã contagiado pela energia do Iron Maiden. Entre as “provas de amor” à banda, Leandro já nomeou seu pug de Eddie, escreveu uma redação no ensino médio com o tema “meu herói” dedicado ao baixista Steve Harris, e auto tatuou o mascote da banda na coxa. “Este será meu primeiro show. Das outras vezes, infelizmente, não estava em Brasília. Aproveitamos a ocasião para fazermos uma campanha, oferecendo um jantar para a banda. Espero que dê certo!”, disse, esperançoso.

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