Amor e Sexo

Voltar com o ex: veja o que considerar antes de dar esse passo

TÉRMINOS NUNCA SÃO FÁCEIS. É um momento em que é preciso se despedir de uma pessoa com quem se conviveu bastante, de uma rotina e de uma dinâmica de relacionamento para ENCARAR ALGO NOVO, que terá que ser construído do zero. Por isso, nessas horas, RETOMAR UM NAMORO OU CASAMENTO QUE ACABOU PODE PARECER MAIS SEDUTOR DO QUE LIDAR COM O PROCESSO DO FIM. Mas o que considerar antes de voltar com o ex?

É DIFÍCIL DEIXAR IR

De acordo com Paulo, “TODO TÉRMINO É UMA PERDA e, no geral, as pessoas têm muita dificuldade de lidar com perdas”. Por conta disso, é comum que A LEMBRANÇA DE COMO ERA A RELAÇÃO E DE COMO A PESSOA SE SENTIA FIQUE EM SUSPENSO. “Às vezes o casal estava em uma relação que qualquer um perceberia que não era saudável, mas, na ruptura, sofre muito. Parece mais fácil retomar a história, mas ÀS VEZES O MELHOR QUE OS DOIS PODEM FAZER É SE SEPARAR“, diz.

Na hora de tomar uma decisão, o especialista recomenda FAZER UMA ANÁLISE MAIS RACIONAL E DEIXAR O SENTIMENTO DE LADO, tentando se lembrar do SALDO DA RELAÇÃO, de como era a dinâmica do casal, se havia harmonia e como essa história fazia você se sentir. Como essa não é uma tarefa fácil, Paulo fala: “PODE SER BOM CONVERSAR COM PESSOAS QUE ACOMPANHARAM O RELACIONAMENTO, fazer um levantamento sobre o que acontecia. Consultar um terapeuta também é uma boa alternativa”.

Às vezes, algo que não é aceito coletivamente pode ser perdoado na relação/ Thinkstock

ÀS VEZES, ALGO QUE NÃO É ACEITO COLETIVAMENTE PODE SER PERDOADO NA RELAÇÃO/ THINKSTOCK

PERDOAR E MUDAR

Paulo diz que é curioso como muitas questões que socialmente não são aceitas, como a TRAIÇÃO, NA ESFERA ÍNTIMA SÃO ENFRENTADAS DE OUTRO JEITO em prol de se manter um relacionamento: “Uma coisa é o que falamos socialmente que não aceitamos, mas, de repente, em um ambiente intimista, só os dois, pode haver a aceitação. Assim, CABE SE PERGUNTAR SE A CRENÇA QUE COMPRAMOS PODE SER DESCONSTRUÍDA“.

O psicólogo fala, ainda, que, como os membros do casal são os maiores interessados no relacionamento, cabe somente a eles ENTENDER SE A SITUAÇÃO QUE LEVOU AO TÉRMINO PODE SER SUPERADA. Mas será que é possível mudar? Ao contrário do que se diz no senso comum, Paulo afirma que sim, É POSSÍVEL MUDAR SE A PESSOA REALMENTE QUISER MUDAR, com algumas exceções: “TRAÇOS DE CARÁTER, como pessoas que não conseguem se colocar no lugar do outro, são MAIS DIFÍCEIS DE SEREM TRANSFORMADOS, mas depende muito de como o indivíduo vai se desenvolver. A priori, todo mundo pode mudar”.

Se para retomar a relação for preciso um comprometimento com a mudança de comportamento, cuidado: é importante que os dois estejam dispostos a se transformar por si, e não pelo outro. Paulo explica: “NÃO ADIANTA QUERER QUE O OUTRO MUDE POR SUA CAUSA. MAIS CEDO OU MAIS TARDE ESSA CONTA CHEGA e volta em forma de cobrança. O preço é muito alto e a situação acaba não se sustentando”.

Voltar com o ex é uma decisão delicada que deve ser muito bem considerada/ Thinkstock

VOLTAR COM O EX É UMA DECISÃO DELICADA QUE DEVE SER MUITO BEM CONSIDERADA/ THINKSTOCK

É CILADA

Apesar de tudo isso, há CASOS EM QUE CONSIDERAR RETOMAR UMA RELAÇÃO CHEGA ATÉ A SER PERIGOSO. Isso se dá especialmente quando existe uma “TENSÃO EMOCIONAL AGUDA“: “Aquelas que deixam as PESSOAS TENSAS O TEMPO TODO, QUE NÃO PERMITEM QUE O INDIVÍDUO SE SINTA TRANQUILO E RELAXADO AO LADO DO PARCEIRO. Isso não é um bom sinal, não é saudável”, diz o psicólogo. Assim, ao contrário do que nos ensinam, HISTÓRIAS QUE ENVOLVEM MUITO CIÚME E BRIGAS CONSTANTES NÃO FAZEM BEM, então o melhor que se faz é optar pelo término.

Outro exemplo é quando o parceiro é o que Paulo chama de “MISÓGINO“: “Este é um termo técnico que fala de HOMENS QUE, NO FUNDO, ODEIAM MULHERES. São extremamente SEDUTORES E CATIVANTES, MAS MANIPULAM E JOGAM, por isso são EMOCIONALMENTE PERIGOSOS, APRISIONANDO A MULHER SEM QUE ELA PERCEBA. Quando se dá conta, já é tarde, porque já está muito vinculada, sofrendo prejuízos sérios”. Esse perfil de parceiro acaba RESTRINGINDO O CONVÍVIO SOCIAL DA PARCEIRA, impedindo-a de realizar suas atividades e, infelizmente, muitas vezes acaba cometendo atos de VIOLÊNCIA.

Mas nem sempre é preciso chegar às últimas consequências para ser um RELACIONAMENTO ABUSIVO. “Ele é abusivo QUANDO VOCÊ PERCEBE QUE O OUTRO SE IMPÕE SOBRE OS SEUS DESEJOS. Em um relacionamento saudável, o poder deve se alternar. QUANDO A FORÇA ESTÁ APENAS EM UM DOS LADOS, A RELAÇÃO ESTÁ DOENTE“, esclarece o especialista. Se esse é o caso, respire fundo e tenha forças para seguir em frente. NADA É MAIS IMPORTANTE QUE A SUA INTEGRIDADE E SEU BEM-ESTAR, e relação alguma merece colocar isso em risco.

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