Arte & Cultura

Wanderson Bomfim lança primeiro álbum da carreira solo

Em ‘Solitute’, o artista mescla a bossa com o jazz

A nossa bossa caminha de mãos dadas com o jazz, e quando conversam, produzem coisas interessantes. É exatamente essa mescla que Wanderson Bomfim faz no primeiro álbum da carreira, Solitude. Grandes artistas como Tom Jobim, Baden Powell e João Gilberto trataram da solidão como tema de suas músicas. Wanderson vai na mesma trilha, nos faz voltar os olhos para nós mesmos, afinal, é onde encontramos o autoconhecimento.
Em Solitude, Wanderson apresenta a solidão sob diversos aspectos, não só no sentido da ausência de outro indivíduo, mas também sob a ótica de que a solidão é uma imersão em si próprio. “Essa questão da solidão nunca esteve tanto em voga. Mesmo com WhatsApp, Facebook, ainda temos muito a presença da solidão. No disco não trato apenas da ausência de outra pessoa, da dor de cotovelo. Eu vejo a solidão no sentido de conhecer a si mesmo, o abstrato que ela é”, conta o instrumentista.
O álbum começou a tomar forma no tempo em que Wanderson ganhou uma bolsa de estudos na Suécia, quando cursava música na Universidade de Brasília. Lá, foi aluno do renomado músico Nelson Faria e encontrou um grande desafio na aula de composição do sueco Hans Balstedt. “Quando fui fazer essa matéria, achei que ia me lascar, mas acabei me dando muito bem, e compor era um exercício da matéria. No frio do clima, da paisagem, esse lado meio intimista da Escandinávia acabou surgindo Sol de Örebro (primeira faixa do disco). Quando voltei para o Brasil, pensei: quem faz um pode fazer mil”, lembra o compositor.
Com oito faixas, seis são composições de Wanderson Bomfim com letras de Leonardo Almeida: Sol de Örebro, Olhar de ilusão, Negra flor, Não haverá solução, Deep sea e Sobre a névoa. Finalizando o disco, Outubro, de Milton Nascimento, e Solitário, de Baden Powell. Além do instrumentista, participam do álbum Jeferson Alves, Jhoninha Medeiros, Nelson Ribeiro da Silva, Marcos Santos e Ilessi, cantora carioca que dá voz em cinco canções.
Há também a participação especial de Ademir Junior e Tico de Moraes, com voz nas músicas Deep sea e Sobre a névoa. “Conheci o Tico estudando na Escola de Música, ele seguiu a carreira de canto e eu, de instrumentista. Mandei as músicas e ele topou. Essas músicas são encrenca para cantar e tocar”, disse Wanderson. Segundo Bomfim, o disco é bom para ser curtido tomando um vinho, um uísque, meio sozinho.
Nascido em Taguatinga, Wanderson Bomfim quer lançar o disco agora em São Paulo e apresentar outras vezes na capital o show que mostrou  em dezembro de 2018. O álbum em estúdio já está disponível nas plataformas digitais. Já o show ao vivo, que foi gravado em DVD, tem previsão para chegar a essas plataformas em julho.

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