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X-Men: Apocalipse promete engordar franquia assinada por Bryan Singer

Com reforço no elenco, mas sem abrir mão de atores consagrados, filme recicla origem de heróis.Quase 20 personagens importantes são compactados na trama central de X-Men: Apocalipse. O fato depõe a favor e contra a trama, novamente comandada pelo diretor Bryan Singer, pela quarta vez atrelado aos mais famosos mutantes do universo dos quadrinhos (em X-Men: Primeira Classe, Singer se limitou a produtor). Populares e rentáveis: com os X-Men, até o momento, foram arrecadados US$ 2,3 bilhões em bilheterias.
O excesso de personagens deixa alguns, fatalmente, diluídos, mas o roteiro consegue equilibrar duas correntes antagônicas no universo dos super-heróis: Apocalipse (ou En Sabah Nur) e Magneto (Michael Fassbender). Noutra pegada, em relação aos correntes filmes de heróis, X-Men tem o mérito de não se levar, por demais, a sério. Paira no ar, e no roteiro de Simon Kinberg, um humor mais ingênuo.
Às margens do Nilo, uma centelha indica a formação de uma irmandade perversa, identificada com os Cavaleiros do Apocalipse. Nessa conjuntura, importa muito a vitalidade de uma criatura milenar, batizada de En Sabah Nur (papel de Oscar Isaac, visto no recente Star Wars: O despertar da Força). A figura malévola pregará, na chegada à Terra contemporânea, um processo de purificação do mundo.
Sede de poder e vontade de dominar o mundo acompanham En Sabah Nur, a entidade apocalíptica. À frente dele, que vaga no tempo, estão “crianças tropeçando na escuridão” ou, melhor dizendo, os futuros X-Men, ainda tateando capacidades dos poderes que emanam. A escola de seres superdotados de Charles Xavier (James McAvoy) ganha reforços de peso.

Duelos espetaculosos inundarão as telas, com a interferência de muitos coloridos personagens da Marvel, como o bem-comportado, em princípio, Hank McCoy, que, sem muito esforço, libera o assustador herói Fera (Nicolas Hoult, de Mad Max: estrada da fúria), por ele internalizado. Famoso, O Cérebro, um instrumento poderoso para as investigações mentais do professor Xavier, também confirmará o poder de fogo, num enredo em que Apocalipse pretende abolir superpotências e sistemas terrestres.

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